Aliados do Planalto evitam comentar rebaixamento de escola que exaltou Lula no carnaval
- AnandaMoura
- há 6 horas
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19/02/2026 O rebaixamento da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que levou à avenida um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, gerou repercussão política, mas não foi comentado publicamente por aliados do governo federal. A ausência de manifestações de lideranças petistas contrastou com a reação imediata de parlamentares da oposição, que associaram o resultado do desfile à avaliação negativa da atual gestão.

Entre os governistas, o senador Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso, limitou-se a cumprimentar as escolas classificadas para o Desfile das Campeãs e a destacar a presença da cultura amazônica nos enredos apresentados. Já o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, concentrou suas declarações na vitória da Viradouro, ressaltando o peso cultural e econômico do carnaval, sem mencionar o rebaixamento da escola que fez referência ao presidente.
Na oposição, o episódio foi explorado como crítica política. O senador Flávio Bolsonaro afirmou que a homenagem reforça, em sua avaliação, uma imagem negativa do presidente. Carlos Bolsonaro declarou que a escola teria desagradado o público e utilizado a estrutura do poder público, associando o resultado a uma derrota simbólica. O deputado federal Nikolas Ferreira também vinculou o rebaixamento ao desempenho do governo, afirmando que o episódio refletiria impactos negativos da atual administração.
Internamente, integrantes do PT avaliam realizar levantamentos nas próximas semanas para medir possíveis efeitos do episódio sobre a opinião pública. A intenção seria usar esses dados para ajustar estratégias de comunicação, especialmente junto ao eleitorado evangélico, segmento com o qual o presidente buscou aproximação durante a campanha de 2022, quando divulgou um documento voltado a reafirmar o compromisso com a liberdade religiosa.
A polêmica também alcançou o campo institucional e religioso. A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro manifestou preocupação com o uso de símbolos cristãos e referências à família em apresentações culturais consideradas ofensivas. A seccional fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil divulgou nota criticando o que classificou como intolerância religiosa no desfile.
As informações foram divulgadas por veículos de imprensa nacionais que acompanharam a repercussão política e institucional do resultado do carnaval.









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