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Quem foi Margaret Thatcher?

Durante o planejamento de divulgação do lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Pagador de Impostos de da Liberdade Econômica da Câmara Legislativa, liderada pelo Deputado Distrital Thiago Manzoni, descobriu-se que, Margaret Thatcher, primeira-ministra da Europa e símbolo da luta pela liberdade econômica, não tinha um sinal que a identificasse na comunidade surda, assim como outras personalidades e termos do conservadorismo. Então, foi firmado o "Grupo de Trabalho Direita Sinalizada" para a criação deste glossário e foi traçado o perfil e a história de Margaret Thatcher.

Margaret Thatcher nasceu em 1925 e era filha de uma família de classe média. Trabalhou parcialmente, ainda na infância e adolescência, com seu pai na mercearia de seu pai e várias lições sobre o funcionamento da economia e dos agentes econômicos foram aprendidas intuitivamente por conta dessa experiência prática, segundo ela mesma relatava. Antes de adentrar na política, se formou em química em Oxford, fez mestrado, e em 1959 iniciou sua carreira pública como parlamentar. De 1970 a 1974 foi Secretária de Educação e Ciência (cargo equivalente a ministro de Estado no Brasil) e em 1975 se tornou ã primeira líder da oposição no parlamento (pelo partido Conservador), posição que a catapultou para, em 1979, se tornar a primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra no Reino Unido e na Europa, além de ter sido a mais longeva nesse cargo, no Reino Unido, desde 1827.


De 1979 a 1990, Thatcher implementou reformas econômicas liberais pujantes, desfazendo um emaranhado de políticas intervencionistas que o Partido Trabalhista implementou ao longo de décadas, desde o final da segunda guerra mundial. Passou por períodos de turbulência no governo, enfrentando barulhentas greves sindicais e até a guerra das Malvinas (ou ilhas Falklands) em 1982, uma guerra de reconquista de território, travada a milhares de quilômetros, na região do Atlântico Sul, com a Argentina, nação agressora. Seu estilo assertivo e direto lhe rendeu o apelido de Dama de Ferro (Iron Lady) por parte de um jornalista soviético, ainda na década 1970, antes mesmo de se tornar primeira-ministra, apelido este que ela mesma aceitou publicamente e, em seu mandato, veio a confirmar, por meio de suas ações e posições intransigentes, convicta na defesa do livre mercado e dos benefícios que ele poderia proporcionar para o Reino Unido.


Suas reformas liberais tiveram nítida influência de economistas como Milton Friedman e Hayek. Para enfrentar a recessão e a inflação galopante que recebeu do governo antecessor, bem como para reduzir os déficits públicos crescentes, promoveu privatizações para angariar recursos e diminuir o tamanho do Estado na Economia, reduziu regulamentações sobre a atividade econômica, facilitando a vida de empreendedores e trabalhadores, limitou gastos públicos mesmo em áreas sociais, eliminou subsídios e privilégios protecionistas a empresas nacionais, o que possibilitou também reduzir os níveis de impostos com o passar do tempo. Tais medidas possibilitaram uma recuperação e dinamização econômica que a permitiu conquistar um terceiro mandato como primeira-ministra, de 1987 a 1990.


Thatcher enfrentou o grande e violento poder que os sindicatos ingleses detinham, no final da década de 1970 e início da década de 1980, sobretudo do setor de mineração estatal, e conseguiu fechar diversas minas deficitárias, bem como vender outras. O processo de privatização que ocorreu, não apenas no setor de mineração, mas em diversos outros como óleo, gás, água e eletricidade, permitiu ao Estado arrecadar quantias que contribuíram para equilibrar as contas públicas e para reduzir preços aos consumidores finais, impulsionando também a eficiência da economia e consequentemente o crescimento do país. Outra importante medida, na área da desregulamentação econômica, foi a de abolir controles de capitais externos, facilitando a realização de investimentos externos no Reino Unido, bem como a realização de investimentos de empresas britânicas em outros países, dinamizando a indústria.


Seu legado é sem dúvidas grandioso, seja pelos feitos econômicos que entregou, seja pelo seu exemplo pessoal como mulher e pessoa pública, que lutou com afinco e coerência por suas ideias e convicções, não fugindo da polêmica e do bom debate. Chegou a sofrer uma tentativa de assassinato, quando ainda estava no poder, porém, jamais desistiu de lutar pelo que considerava justo e correto, mesmo que tenha tido que remar contra a mal-informada opinião midiática e opinião pública, por várias vezes. Aplicou remédios amargos impopulares (no curto e médio prazo), mas que se mostraram corretos no longo prazo, o que demonstra claramente a sua qualidade de estadista e o acerto de sua defesa intransigente do sistema do livre mercado.

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