PMDF considera legítima atuação de policiais em ocorrência envolvendo deputado no Carnaval
- Ananda Moura
- há 1 dia
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19/02/2026 A comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal, coronel Ana Paula Habka, afirmou que a corporação não admite interferências em suas ações operacionais e classificou como legítima a conduta dos policiais envolvidos em uma ocorrência no bloco Rebu, durante o Carnaval. A declaração foi dada após o deputado distrital Fábio Félix ser atingido por spray de pimenta durante a abordagem policial.

O episódio ocorreu na tarde de segunda-feira, 16 de fevereiro, após a prisão da coordenadora do bloco, Dayse Hansa. Segundo a PMDF, a mulher teria tentado impedir uma ação policial durante a detenção de duas pessoas flagradas com drogas no local. A substância foi identificada por cães farejadores, resultando na apreensão de uma pequena quantidade de maconha e de um cigarro da droga.
De acordo com a comandante-geral, os policiais atuaram dentro da legalidade ao identificar a presença do entorpecente e efetuar a prisão dos envolvidos, que estariam cortando e, possivelmente, comercializando a substância. Sobre a abordagem ao deputado, Ana Paula Habka afirmou que a situação será apurada internamente.
Segundo matéria do Metrópoles, as declarações foram feitas durante entrevista coletiva realizada na quarta-feira, 18 de fevereiro, na qual a corporação apresentou o balanço das ações de segurança durante o Carnaval. Na ocasião, o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, ressaltou que as forças de segurança permanecem em serviço durante o período festivo e destacou que o trabalho policial não deve ser confundido com o clima de festa.
Em nota divulgada no mesmo dia, Fábio Félix contestou a versão apresentada pela comandante da PMDF. O parlamentar afirmou que foi acionado por artistas, produtores culturais e foliões que relataram uma abordagem violenta e a prisão considerada arbitrária de duas produtoras, incluindo uma das organizadoras do bloco. Segundo ele, esteve no local no exercício da presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa, função que ocupa há sete anos.
O deputado relatou que, ao chegar ao bloco, as produtoras já haviam sido levadas à delegacia e que não teve contato com elas. Ele negou ter interferido na ação policial e classificou como falsa a alegação de que teria atrapalhado o trabalho dos agentes. De acordo com seu relato, ao tentar dialogar de forma respeitosa e localizar o comandante da operação, foi ameaçado, atingido por spray de pimenta e empurrado, negando qualquer agressão ou desrespeito a policiais.
Fábio Félix informou ainda que irá cobrar a responsabilização dos agentes envolvidos e a apuração rigorosa das condutas adotadas durante a ocorrência. O porta-voz da PMDF, major Raphael Broocke, afirmou que o uso do spray ocorreu após o parlamentar encostar em um policial que integrava uma barreira de contenção. O caso segue sob investigação para esclarecer a atuação de todas as partes envolvidas.





