Oruam passa a ser considerado foragido após descumprir monitoramento eletrônico
- Ananda Moura

- há 3 horas
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04/02/2026 O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, é considerado foragido desde a decisão da 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro que determinou sua prisão nesta terça-feira, dia 3. A Polícia Civil informou que esteve na residência do artista, mas ele não foi localizado e segue sem paradeiro confirmado.

Oruam respondia em liberdade a um processo por tentativa de homicídio qualificado, autorizado a cumprir medidas cautelares com uso de tornozeleira eletrônica por decisão liminar do Superior Tribunal de Justiça. A autorização, no entanto, foi revogada após sucessivos descumprimentos das regras de monitoramento.
Relatórios judiciais apontam que o rapper violou reiteradamente o recolhimento domiciliar noturno e apresentou conduta negligente em relação ao equipamento eletrônico. Entre os meses de outubro e novembro de 2025, a tornozeleira ficou desligada por longos períodos em 22 ocasiões.
Segundo registros da Secretaria de Administração Penitenciária, Mauro Davi compareceu à Central de Monitoração Eletrônica em 9 de dezembro de 2025, quando o dispositivo foi substituído. O equipamento retirado passou por perícia, que identificou dano eletrônico compatível com impacto de alta intensidade.
Em nota, a secretaria informou que o monitoramento teve início em 30 de setembro do ano passado e que, a partir de 1º de novembro, passaram a ser registradas violações recorrentes, somando 66 ocorrências. Apenas em 2026, foram contabilizadas 21 infrações graves, em sua maioria relacionadas à ausência de carregamento da bateria. Ainda de acordo com o órgão, desde 1º de fevereiro o equipamento permanece descarregado.
Diante do histórico, o Ministério Público solicitou a decretação da prisão preventiva. Em um primeiro momento, o Judiciário reconheceu o descumprimento das medidas cautelares, mas deixou de decretar a prisão porque a liminar do STJ ainda estava em vigor. Com a revogação da decisão, a juíza Tula Corrêa de Mello entendeu que as medidas alternativas se mostraram insuficientes e determinou a retomada da prisão preventiva para garantir a ordem pública e a efetividade do processo penal.
A defesa do rapper pediu a conversão da prisão em regime domiciliar, alegando problemas respiratórios e agravamento do quadro psíquico. O pedido foi analisado e negado pelo Superior Tribunal de Justiça, que manteve a prisão preventiva.
Mauro Davi dos Santos Nepomuceno é filho de Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, que cumpre pena em penitenciária federal. A informação foi divulgada inicialmente pela Revista Oeste.









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