Fazenda reduz projeção de crescimento para 2026 e eleva estimativa de inflação
- Ananda Moura

- há 5 horas
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06/02/2026 A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda revisou para baixo a projeção de crescimento da economia em 2026 e aumentou a estimativa de inflação para o período. A atualização foi divulgada nesta sexta-feira, dia 6, no relatório de acompanhamento macroeconômico do órgão.

De acordo com a nova previsão, o Produto Interno Bruto deve crescer 2,3% em 2026, abaixo dos 2,4% estimados anteriormente, em novembro. Para 2025, a projeção foi levemente elevada, passando de 2,2% para 2,3%, número que ainda será confirmado oficialmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em março.
No campo da inflação, a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo foi ajustada de 3,5% para 3,6%. O indicador é utilizado como principal referência para medir a variação dos preços no país.
O relatório chama atenção para a pressão fiscal provocada pelo crescimento dos gastos com benefícios sociais, apontando desafios para o cumprimento das regras do arcabouço fiscal. Ainda assim, a secretaria afirma que o governo mantém o compromisso de formular e aprovar medidas de contenção de despesas.
As projeções indicam forte expansão dos gastos com o Benefício de Prestação Continuada, que devem passar de R$ 127 bilhões em 2025 para R$ 300 bilhões em 2035. A expectativa é que, a partir de 2028, o custo do programa supere os desembolsos com o Bolsa Família.
Na Previdência Social, a estimativa é de que a despesa federal aumente de cerca de R$ 1 trilhão em 2025 para R$ 3,4 trilhões em 2035, considerando o avanço do envelhecimento da população. Segundo a secretaria, essas despesas devem gerar pressão fiscal relevante, uma vez que o arcabouço limita o crescimento real dos gastos a 2,5% ao ano.
O documento também aponta que, desde o início do atual governo, as despesas sociais cresceram, em média, 6,16% ao ano acima da inflação. Nesse grupo estão incluídos os gastos com Saúde, Educação, Bolsa Família, BPC, Previdência e Assistência Social, ritmo superior ao registrado em administrações anteriores.
As informações constam em relatório da Secretaria de Política Econômica e foram divulgadas pela agência Reuters.









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