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Exilada do 8 de janeiro relata dor após morte do filho e cobra revisão das penas

30/04/2026 Condenada a 17 anos de prisão pelos atos de 8 de janeiro, a gerente de mercado Fabíola Rocha de Lima, moradora de Porto Velho, em Rondônia, afirmou ter deixado o Brasil para evitar o retorno ao sistema prisional e relatou a dor de não poder se despedir do filho antes de sua morte. O relato foi feito em uma carta divulgada após o falecimento do jovem, ocorrido em janeiro deste ano.

Exilada do 8 de janeiro relata dor após morte do filho e cobra revisão das penas
Foto: Arquivo pessoal/Fabíola Rocha

Fabíola permaneceu por cerca de sete meses presa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia. Em abril de 2024, decidiu deixar o país e seguiu viagem por aproximadamente três mil quilômetros até a fronteira com a Argentina. Segundo ela, a decisão foi tomada diante do temor de nova prisão e da possibilidade de separação prolongada dos filhos.


A carta foi escrita em meio ao período de luto e no contexto das discussões no Congresso Nacional sobre propostas relacionadas às penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. No texto, a autora afirma sentir-se perseguida e pede justiça, além de defender que outros casos também sejam reavaliados.


Carta de Fabíola Rocha de Lima

No documento, a mulher descreve o que chama de exílio e relata a perda do filho à distância. Ela afirma que deixou o Brasil sob pressão judicial e que a separação familiar teve consequências irreversíveis.

A autora relata que se despediu do filho antes de atravessar a fronteira e que aquele teria sido o último encontro entre os dois. Segundo ela, o jovem havia comprado passagem para visitá-la, mas morreu antes de conseguir viajar.


De acordo com matéria da Gazeta do Povo, ao longo da carta, Fabíola afirma que a experiência de viver fora do país após a condenação trouxe sofrimento emocional e sensação de injustiça. Ela descreve o luto vivido à distância e afirma que pretende continuar denunciando o que considera perseguição política.


No texto, a autora também afirma que pretende retornar ao Brasil no futuro e cobrar o que chama de responsabilização do Estado pelas consequências da separação familiar.


Outros casos envolvendo presos pelos atos de 8 de janeiro

Além do relato de Fabíola Rocha de Lima, outros episódios relacionados a pessoas presas ou investigadas após os atos de 8 de janeiro ganharam repercussão nacional e passaram a ser citados em debates sobre o sistema prisional e as condições de detenção.


O caso mais conhecido é o de Clériston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão, que morreu em 20 de novembro de 2023 enquanto estava preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Segundo reportagem da CNN Brasil, ele sofreu um mal súbito durante o banho de sol e morreu antes de ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal.


De acordo com reportagem da Gazeta do Povo, a morte ocorreu enquanto ele ainda aguardava decisão judicial, e familiares passaram a cobrar esclarecimentos sobre as circunstâncias do caso.

Ainda segundo registros citados em investigações e relatos de defesa, Clériston apresentava problemas de saúde e utilizava medicação controlada. Seu advogado havia alertado para o risco clínico e pedido a revisão da prisão antes da morte.


Outro caso citado em reportagens envolve o caminhoneiro Eder Parecido Jacinto, que chegou a ser preso após os atos de 8 de janeiro e morreu em março de 2024. Conforme apuração da agência Reuters, ele estava em liberdade provisória no momento do falecimento e morreu após um acidente de trabalho que resultou em complicações de saúde.


Além das mortes, advogados e familiares de detentos relataram problemas de saúde física e psicológica, incluindo depressão, ansiedade e doenças crônicas, bem como dificuldades de atendimento médico em algumas situações. Esses relatos foram apresentados em pedidos judiciais e em audiências públicas que discutiram a situação dos presos após os atos de janeiro.


Também houve denúncias sobre condições de detenção, como alimentação inadequada, demora em atendimento médico e restrições de contato com familiares, pontos que passaram a ser objeto de investigação por órgãos do sistema de Justiça e de acompanhamento por entidades de defesa de direitos.

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Thiago Manzoni é cristão, conservador e atua como Deputado Distrital na Câmara Legislativa do Distrito Federal defendendo a família, a liberdade, o empreendedorismo e a redução de impostos.

 

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