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Brasil avança no ranking de liberdade de imprensa, mas relatório aponta pressão judicial contra jornalistas

30/04/2026

O Brasil subiu posições no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa divulgado nesta quinta-feira, 30, pela organização Repórteres Sem Fronteiras. O país alcançou a 52ª colocação entre 180 nações avaliadas, registrando avanço de onze posições em relação ao levantamento anterior.

Brasil avança no ranking de liberdade de imprensa, mas relatório aponta pressão judicial contra jornalistas
Imagem ilustrativa

Apesar da melhora no desempenho, o relatório destaca que a liberdade de imprensa no mundo atingiu o nível mais crítico dos últimos 25 anos. Segundo a entidade, mais da metade dos países avaliados apresenta cenário considerado “difícil” ou “muito grave” para o exercício do jornalismo.


Brasil supera Estados Unidos, mas ainda enfrenta desafios

Com a nova posição, o Brasil passou à frente dos Estados Unidos, que caiu sete posições e passou a ocupar o 64º lugar no ranking global.


De acordo com a Repórteres Sem Fronteiras, o ambiente para jornalistas no Brasil tornou-se menos hostil nos últimos anos. Ainda assim, o país continua enfrentando obstáculos que impedem avanços maiores, especialmente o uso recorrente do chamado assédio judicial, prática caracterizada pelo uso de processos judiciais com finalidade intimidatória.


Indicadores legais puxam piora global

O ranking é elaborado com base em cinco critérios: fatores políticos, jurídicos, econômicos, socioculturais e de segurança física dos profissionais da imprensa. O relatório avalia, entre outros pontos, o grau de autonomia dos veículos de comunicação e as condições para o exercício da atividade jornalística.


Segundo o diretor da entidade no Brasil, Artur Romeu, o principal fator de deterioração recente foi o aumento do uso de legislações relacionadas à segurança nacional e ao combate ao terrorismo para restringir ou pressionar jornalistas.


Tendência global de pressão sobre a imprensa

Segundo matéria do Estadão, entre os fatores que contribuíram para a piora global da liberdade de imprensa, a organização destaca o enfraquecimento econômico do setor de mídia, a criação de mecanismos legais restritivos e o aumento de discursos hostis contra jornalistas promovidos por atores políticos.


Além dos Estados Unidos, o relatório aponta a Argentina como outro destaque negativo, após queda de onze posições e chegada à 98ª colocação. Segundo a entidade, o cenário reflete uma tendência internacional de questionamento e deslegitimação do papel da imprensa em diferentes países.

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Thiago Manzoni é cristão, conservador e atua como Deputado Distrital na Câmara Legislativa do Distrito Federal defendendo a família, a liberdade, o empreendedorismo e a redução de impostos.

 

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