Responsável pela Choquei relata à PF renda mensal de R$ 300 mil em investigação sobre lavagem de dinheiro
- Ananda Moura

- há 9 horas
- 2 min de leitura
29/04/2026 O empresário Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página de fofocas Choquei, declarou em depoimento à Polícia Federal que possui renda mensal aproximada de R$ 300 mil. Durante a oitiva, ele também admitiu ter omitido valores recebidos em sua conta pessoal em declarações anteriores do Imposto de Renda.

As declarações foram prestadas após a prisão do empresário, em 15 de abril, durante a Operação NarcoFluxo, que resultou na detenção de ao menos 34 pessoas, entre elas os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo.
Suspeita de atuação como operador de mídia
Segundo a Polícia Federal, Raphael teria atuado como “operador de mídia” de uma organização criminosa investigada por movimentar cerca de R$ 1,6 bilhão. As investigações indicam que o esquema teria ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital.
De acordo com os investigadores, o papel atribuído ao empresário seria a gestão de imagem e a promoção digital da estrutura criminosa, além da divulgação de conteúdos favoráveis aos investigados.
Alcance nas redes e suspeita de promoção de atividades ilícitas
Com mais de 27 milhões de seguidores no Instagram e 9 milhões no X, a página Choquei teria sido utilizada, segundo a PF, para divulgar conteúdos relacionados aos investigados, conter crises de imagem e promover plataformas de apostas consideradas ilícitas.
Segundo reportagem da Revista Oeste, no depoimento, Raphael negou envolvimento com o esquema. Ele afirmou que atua há cerca de 12 anos no setor de publicidade e marketing, comercializando espaços publicitários para diferentes clientes. Também declarou que não possui vínculo empregatício formal e que o faturamento da empresa é transferido diretamente para suas contas pessoais.
Relação com outros investigados e andamento do caso
Durante a oitiva, a Polícia Federal questionou o empresário sobre sua relação com outros alvos da operação. Ele afirmou que mantém contato estritamente profissional com MC Ryan SP e que conhece MC Poze do Rodo apenas pelas redes sociais.
As investigações apontam que, do total de R$ 1,6 bilhão movimentado pelo grupo, cerca de R$ 790 milhões teriam origem em repasses de facções criminosas, rifas ilegais e depósitos em espécie sem identificação de origem.
Raphael Sousa e outros investigados chegaram a obter habeas corpus em 23 de abril, mas a decisão foi posteriormente superada após novo pedido de prisão temporária apresentado pela Polícia Federal. A corporação segue analisando dados bancários e conexões digitais para mapear a extensão do esquema e o eventual uso da página na promoção de atividades ilícitas.



Comentários