PF devolve credenciais a agente dos EUA que atua no Brasil
- Ananda Moura

- há 6 horas
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A Polícia Federal devolveu, nesta semana, as credenciais diplomáticas de um agente norte-americano que atua na sede da corporação, em Brasília. O funcionário havia perdido o acesso na semana anterior, em meio a um impasse diplomático entre Brasil e Estados Unidos, mas foi autorizado a retomar suas atividades.

A suspensão havia sido determinada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, com base no princípio da reciprocidade. A decisão ocorreu após o governo dos Estados Unidos exigir a saída do delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho do território norte-americano.
O delegado estava envolvido em investigações relacionadas à prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem em solo norte-americano.
Acesso havia sido suspenso após decisão dos EUA
Com a retirada das credenciais, o agente norte-americano ficou impedido de acessar a sede da Polícia Federal e os sistemas de cooperação policial utilizados em operações conjuntas entre os dois países. Segundo Andrei Rodrigues, o procedimento adotado seguiu o mesmo padrão aplicado ao delegado brasileiro em atuação no exterior.
A tensão diplomática começou a se intensificar cerca de duas semanas antes, quando autoridades norte-americanas anunciaram a retirada do servidor brasileiro.
Em publicação na rede social X, o Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental afirmou que "nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos".
Outro funcionário dos EUA deixou o Brasil
Segundo matéria da Revista Oeste, a reação brasileira incluiu medidas adicionais além da suspensão temporária das credenciais. Um segundo integrante do governo dos Estados Unidos, identificado como Michael Myers, teve a permanência no Brasil interrompida por determinação do Ministério das Relações Exteriores do Brasil e deixou o país na quarta-feira, 23, também sob o argumento de reciprocidade.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia declarado que adotaria medidas equivalentes às impostas pelo governo norte-americano. Com a devolução das credenciais ao agente estrangeiro, o governo brasileiro reduz parcialmente a tensão diplomática, embora o episódio evidencie desgaste recente na cooperação policial entre os dois países.



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