Cadê o dinheiro? Falta de respostas sobre o BRB pode levar à criação de CPI
- Thiago Manzoni
- há 2 dias
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Na sessão ordinária desta quarta-feira (25), eu relembrei um discurso que fiz há aproximadamente um mês. Naquele dia, fiz uma das colocações mais importantes do meu mandato e questionei pontos do projeto de lei para “salvar o BRB”. No entanto, nenhum dos apontamentos foi respondido. Isso representa um desrespeito não apenas ao parlamentar, mas ao povo que ele representa.

Apresentei requerimento de informações ao BRB e à Secretaria de Economia sobre a situação atual do banco, o impacto financeiro das operações envolvendo o Banco Master e quais medidas foram adotadas.
O que se sabe é que, no mínimo, R$ 6,6 bilhões sumiram. No bolso de quem está esse dinheiro? Apresentei o requerimento e não obtive resposta. E a resposta que veio é de pasmar.
Sabe o que a Secretaria de Economia respondeu ao povo do Distrito Federal? Que o projeto já virou lei e que não havia informações a serem prestadas. É como se dissessem: dane-se. Só que esse desrespeito não é ao parlamentar, é ao povo do Distrito Federal.
O BRB tentou disfarçar. A Secretaria nem isso fez. O banco respondeu em duas laudas todas as perguntas que apresentei, mas respondeu sem responder. Disse apenas que todo o processo foi amplamente noticiado. Mas o que queremos saber não é aquilo que foi autorizado pela Câmara e depois rejeitado pelo Banco Central. O que queremos saber é o que foi feito antes.
O que queremos saber é onde foi parar o dinheiro. Todo mundo sabe que, antes da tentativa de adquirir 49% do banco, R$ 12 bilhões do BRB haviam ido parar nas mãos do Banco Master. E, desses valores, pelo menos R$ 6 bilhões estavam em títulos inexistentes.
Cadê o dinheiro? Onde colocaram esse dinheiro?
Se não responderem por meio de requerimento de informações, terão que responder de outra forma. Vão responder por meio de uma CPI. Vão vir a esta Casa como testemunhas ou como investigados.
Porque o que não dá é para o povo do Distrito Federal ficar sem resposta. O que nós, representantes do povo, não vamos tolerar é essa falta de respeito com o cidadão de Brasília.



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