Brasil e Bolívia firmam acordo para combater crime organizado nas fronteiras
- Ananda Moura
- há 6 dias
- 2 min de leitura
17/03/2026
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta segunda-feira, 16 de março, um acordo de cooperação com a Bolívia voltado ao combate ao crime organizado transnacional. O pacto foi firmado durante visita oficial do presidente boliviano ao Palácio do Planalto, em Brasília.

O acordo prevê atuação conjunta dos dois países contra crimes que atravessam fronteiras, como narcotráfico, tráfico de pessoas, contrabando de migrantes, lavagem de dinheiro, tráfico de armas, crimes cibernéticos, mineração ilegal, crimes ambientais e roubo de veículos.
Integração e troca de informações
Um dos principais pontos do pacto é o fortalecimento da cooperação entre as forças de segurança. Brasil e Bolívia passam a compartilhar informações de inteligência em tempo real, incluindo dados sobre rotas, suspeitos e formas de atuação de organizações criminosas.
Segundo matéria do Poder 360, também estão previstas ações como busca conjunta por foragidos, operações coordenadas nas fronteiras e compartilhamento de antecedentes criminais.
O acordo ainda estabelece a criação de grupos de trabalho específicos, com foco em temas como lavagem de dinheiro e circulação de veículos roubados.
Limites da cooperação
Apesar do avanço na integração, o texto mantém os procedimentos formais já existentes para cooperação jurídica internacional. Questões como extradição continuarão seguindo os trâmites legais tradicionais entre os países.
O acordo foi assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, representando o Brasil, e por seu homólogo boliviano.
Contexto internacional
A assinatura ocorre em meio a negociações paralelas entre o Brasil e os Estados Unidos sobre estratégias de combate ao crime organizado. O governo brasileiro tem discutido formas de cooperação, ao mesmo tempo em que resiste a algumas propostas apresentadas por Washington.
Durante a cerimônia, Lula defendeu a integração regional como caminho para fortalecer a atuação da América do Sul no cenário internacional.
O encontro contou com a presença de autoridades como o vice-presidente Geraldo Alckmin, o diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues e ministros de diversas áreas do governo federal.