Governo Lula prepara leilão de Brasília e Viracopos com inclusão de 16
- Ananda Moura

- há 3 horas
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23/03/2026
O governo federal pretende leiloar os aeroportos de Brasília e de Campinas, conhecido como Viracopos, em blocos que incluem 16 terminais regionais. A estratégia faz parte de uma reestruturação de contratos considerados financeiramente problemáticos e prevê a transferência de 29 ativos para a iniciativa privada.

Pelo modelo proposto, os grandes aeroportos serão concedidos junto com unidades menores localizadas no interior. No caso do terminal da capital federal, o futuro operador deverá assumir a gestão de dez aeroportos regionais situados em estados como Goiás, Bahia, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná, incluindo cidades como Bonito e Ponta Grossa.
A previsão do governo é realizar o leilão no início de dezembro, após o período eleitoral. Antes disso, o Tribunal de Contas da União analisa as regras dos editais e deve submeter o documento para avaliação do plenário nas próximas semanas.
O aeroporto de Viracopos passa atualmente por renegociação contratual conduzida por um grupo coordenado pela Agência Nacional de Aviação Civil. O terminal já enfrentou processo de recuperação judicial e, segundo técnicos envolvidos nas tratativas, o novo edital deverá incluir seis aeroportos regionais localizados nos estados do Acre, Amazonas, Pará e Bahia.
Além dessas concessões, o governo planeja formalizar no próximo mês um aditivo ao contrato do Aeroporto Internacional de Guarulhos. O acordo prevê a incorporação de 12 aeroportos regionais nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste. A concessionária responsável aderiu ao programa federal voltado ao fortalecimento da aviação regional.
Segundo matéria da Revista Oeste, no fim de 2024, o prazo de concessão de Guarulhos foi estendido em 16 meses, passando a vigorar até novembro de 2033, em contrapartida a novos investimentos aprovados pelo Tribunal de Contas da União. A inclusão dos novos terminais regionais pode resultar em nova ampliação desse período.
Os aeroportos de Brasília, Viracopos e Guarulhos foram concedidos à iniciativa privada em 2012, com base em projeções de receita e exigências de investimento que não se concretizaram ao longo dos anos. Para corrigir desequilíbrios financeiros, o Tribunal de Contas da União autorizou a revisão dos contratos com condições consideradas mais adequadas à realidade do setor.



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