Vorcaro terá de apresentar provas inéditas para validar acordo de delação premiada
- Ananda Moura

- há 1 dia
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25/03/2026
A eventual homologação do acordo de colaboração premiada do ex-banqueiro Vorcaro depende da apresentação de informações novas e comprováveis. Investigadores avaliam que o pedido poderá ser rejeitado caso o colaborador omita fatos relevantes ou repita dados já identificados nas análises dos 111 celulares apreendidos durante as investigações.

As negociações ocorrem de forma paralela entre a defesa do investigado, a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal. A conclusão do acordo exige consenso entre os órgãos envolvidos. Caso não haja alinhamento, a delação pode não avançar. A expectativa é que essa fase de tratativas se estenda por, pelo menos, três meses antes de eventual envio ao relator responsável pelo caso no Supremo Tribunal Federal.
O avanço das negociações ocorreu após a sinalização da defesa de que o investigado estaria disposto a colaborar de forma ampla com as autoridades. Em etapas anteriores, a resistência em mencionar determinados nomes considerados relevantes nas apurações gerou insatisfação entre os investigadores.
Mesmo que a colaboração seja formalizada, o ex-banqueiro não deverá receber perdão judicial, em razão do papel atribuído a ele na estrutura investigada. Os possíveis benefícios tendem a se limitar à redução do tempo de prisão ou à flexibilização das medidas cautelares impostas pela Justiça.
Segundo matéria da Revista Oeste, o termo de confidencialidade foi assinado na quinta-feira (19), etapa que marca o início formal do processo de colaboração. A partir desse momento, caberá ao investigado reconhecer eventuais crimes e apresentar elementos concretos que sustentem as informações prestadas.



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