Violência avança na Asa Norte, população pede socorro e resposta imediata se torna urgente
- Ananda Moura

- há 11 minutos
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O assunto que me levou à tribuna nesta terça-feira (14) é o mesmo da semana passada e provavelmente será o mesmo da semana que vem, porque o Distrito Federal tem enfrentado um dos maiores problemas sociais da nossa história: criminosos infiltrados junto a pessoas que moram nas ruas e que têm assolado com a violência as famílias do DF em todas as suas regiões.

Matéria do Metrópoles diz o seguinte: “Asa Norte: travestidos de moradores de rua, bandidos aterrorizam no beco do crack”. Eles citaram a Asa Norte, mas poderia ser sobre qualquer das regiões administrativas, porque isso está espalhado pelo Distrito Federal.
O Distrito Federal está virando uma Cracolândia a céu aberto, e eu tenho falado isso desde o início deste mandato. O que acontece ali no final da Asa Norte, na 716 Norte, tem se repetido em todo lugar. E agora traficantes e usuários de drogas se travestem de moradores de rua para cometer crimes.
Em uma das empresas, além da cerca de arame farpado, o empresário colocou um papel impresso:
“Por favor, não faça suas necessidades fisiológicas aqui.”
No início do mandato, eu tive a oportunidade de conversar com algumas pessoas a respeito deste problema. Em uma dessas conversas, conversei com o então secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, e falei para ele qual era a rotina da minha família quando nós viemos do Rio de Janeiro para cá, em 1990.
Quando conversei com o secretário Sandro Avelar, eu contei:
“Secretário, nós estamos vivendo em Brasília exatamente o que nós vivíamos no Rio de Janeiro. O medo que os meus pais tinham em relação aos seus filhos é o medo que eu tenho em relação aos meus filhos e é o medo que os pais e mães do Distrito Federal têm em relação aos seus filhos.”
Isso precisa ser combatido e nós precisamos resolver esse problema. Eu sei que vão dizer que o problema é muito complexo, que vai demorar décadas, mas a gente começa a resolver o problema removendo essas pessoas da rua. É urgente. É para ontem.



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