Van Hattem reage a pedido de desculpas de Gilmar e questiona tratamento em caso da “Débora do Batom”
- Ananda Moura
- há 15 horas
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24/04/2026 O deputado federal Marcel van Hattem criticou a manifestação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, após o magistrado se retratar por mencionar a homossexualidade como exemplo de acusação injuriosa em um caso envolvendo o ex-governador Romeu Zema.

Em publicação nas redes sociais, o ministro reconheceu o erro e pediu desculpas pela declaração."Há uma indústria de difamação e de acusações caluniosas contra o Supremo", escreveu. "Você enfrenta. E não tenho receio de reconhecer um erro. Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro. E reitero o que está certo."
Deputado compara caso com condenação da “Débora do Batom”
A manifestação provocou reação de Van Hattem, que comparou o episódio ao caso da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “moça do batom”. Ela foi condenada no âmbito dos atos de Ataques de 8 de janeiro de 2023 por escrever, com batom, a frase "perdeu, mané" na Estátua da Justiça, em frente ao STF.
Segundo matéria da Revista Oeste, mesmo após pedir desculpas, a Primeira Turma da Corte a sentenciou a 14 anos de prisão. A decisão incluiu crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Em sua reação, o parlamentar questionou o tratamento dado aos casos.
"Que desculpa, o que?! Não vai mandar sua própria fala para o Alexandre de Moraes investigar? E a Débora do Batom, pôde pedir desculpa? Chorou pedindo perdão e segue presa abusivamente por vocês. Um dia, em breve, quem implorará por anistia serão vocês. E aí quero ver se alguém perdoará."
Entenda o caso envolvendo Romeu Zema
O episódio teve início após Romeu Zema compartilhar, em suas redes sociais, um vídeo humorístico com fantoches que representavam os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Na gravação, os personagens dialogavam em tom irônico sobre decisões judiciais e benefícios pessoais.
Após a divulgação, Gilmar Mendes encaminhou representação ao ministro Alexandre de Moraes, solicitando a abertura de investigação contra Zema. Segundo o magistrado, o conteúdo divulgado "vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa".