Rejeição de Messias ao STF ganha destaque na imprensa internacional e é tratada como derrota histórica para Lula
- Ananda Moura

- há 7 horas
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30/04/2026 A decisão do Senado Federal do Brasil de rejeitar a indicação do advogado-geral da União Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal repercutiu em veículos de imprensa estrangeiros nesta quarta-feira, 29. O nome escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu 34 votos favoráveis, número insuficiente para garantir a aprovação, já que eram necessários ao menos 41 votos.

Antes da votação em plenário, Messias havia sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, após uma sabatina de aproximadamente oito horas, com 16 votos favoráveis e 11 contrários. No entanto, o resultado foi revertido na votação final. A rejeição de uma indicação ao STF pelo Senado não ocorria desde 1891, durante o governo de Floriano Peixoto.
Imprensa estrangeira destaca caráter inédito da decisão
O jornal norte-americano The Washington Post classificou o episódio como um revés político para o presidente brasileiro e ressaltou que uma rejeição desse tipo não era registrada havia mais de 130 anos.
Já o espanhol El País descreveu a decisão como uma “derrota histórica” e avaliou que a postura dos senadores teve peso determinante no resultado da votação.
O argentino Clarín também destacou o ineditismo do caso e afirmou que, há mais de um século, um presidente brasileiro não tinha uma indicação rejeitada pelo Senado. O veículo classificou o desfecho como uma “severa derrota”, sobretudo em um cenário político próximo ao período eleitoral.
Divergências políticas influenciaram o cenário
A agência internacional Reuters informou que a indicação de Jorge Messias gerou insatisfação entre lideranças políticas, especialmente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que defendia outro nome para ocupar a vaga aberta após a saída do ministro Luís Roberto Barroso.
A rejeição consolidou um episódio considerado incomum na relação entre Executivo e Legislativo e colocou o governo diante da necessidade de indicar um novo nome para a Suprema Corte. *Com informações da Revista Oeste



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