Lula identifica dissidências na base após derrota de Messias no Senado e avalia mudanças em cargos
- Ananda Moura

- há 6 horas
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30/04/2026 O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou um mapeamento interno de votos após a rejeição da indicação do advogado-geral da União Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, ocorrida na noite de quarta-feira, 29. A avaliação entre aliados é de que houve dissidências dentro de partidos da base, especialmente no Movimento Democrático Brasileiro e no Partido Social Democrático.

A articulação política foi discutida em reunião realizada no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, logo após o resultado da votação no Senado Federal do Brasil. Integrantes do governo apontaram a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, como fator central no desfecho da votação.
Suspeitas de articulação política e reação do governo
Aliados do presidente também citaram o senador Rodrigo Pacheco e o ministro do Supremo Alexandre de Moraes como participantes de articulações que teriam contribuído para impedir a aprovação do nome de Messias. Após a divulgação dessas informações, Moraes afirmou, por meio de nota, que não participou de reunião política relacionada ao tema e que, na data mencionada, estava em compromisso social em sua residência.
Entre os fatores políticos citados por aliados do governo está a disputa em torno da vaga aberta no STF após a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. O senador Rodrigo Pacheco era apontado como opção defendida por lideranças do Senado para ocupar o cargo, enquanto o presidente Lula decidiu manter a indicação de Jorge Messias.
Possibilidade de mudanças na equipe e impacto político
Após o resultado, aliados do governo passaram a discutir eventuais mudanças em cargos ocupados por indicados de partidos que integraram a articulação política contrária à indicação. Entre os nomes mencionados estão os ministros Waldez Góes e Frederico Siqueira.
Na votação, Jorge Messias recebeu 34 votos favoráveis e 42 contrários, resultado que marcou a primeira rejeição a um indicado ao STF desde o final do século XIX. O episódio foi interpretado por integrantes do governo como uma derrota relevante na articulação política junto ao Congresso.
De acordo com a Folha de São Paulo, apesar do revés, o presidente Lula sinalizou que qualquer decisão sobre eventuais mudanças será tomada apenas após análise mais detalhada do comportamento das bancadas e identificação dos votos divergentes.



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