Pesquisadora atribui perda de patente internacional da polilaminina à falta de recursos na UFRJ
- Ananda Moura
- há 4 horas
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19/02/2026 A pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio afirmou que o Brasil perdeu a patente internacional da polilaminina em razão da falta de recursos financeiros na Universidade Federal do Rio de Janeiro. A declaração foi feita durante participação no programa Conversas com Hildegard Angel, exibido pela TV 247, em janeiro de 2026.

Segundo a cientista, o pedido de patente teve início em 2007, ainda em uma fase inicial da pesquisa, quando não havia testes em humanos nem aplicação clínica consolidada. O processo de concessão se estendeu por 18 anos, e a patente nacional foi assegurada dentro do prazo legal. No entanto, a manutenção da proteção internacional acabou sendo interrompida por falta de recursos para o pagamento das taxas exigidas.
De acordo com o relato, os cortes orçamentários enfrentados pela UFRJ, especialmente nos anos de 2015 e 2016, durante os governos de Dilma Rousseff e Michel Temer, impediram a continuidade dos pagamentos necessários para manter as patentes no exterior. Com isso, a universidade deixou de quitar os valores e perdeu o direito à proteção internacional da tecnologia.
Tatiana explicou que chegou a arcar pessoalmente, por um período, com os custos relacionados à patente, mas que isso não foi suficiente para evitar a perda definitiva do registro fora do país. A patente nacional permanece válida, mas a internacional, segundo ela, não pode mais ser recuperada.
A polilaminina é uma rede de proteínas desenvolvida no âmbito da pesquisa científica conduzida por Tatiana, utilizada em estudos voltados à recuperação de movimentos em pacientes paraplégicos e tetraplégicos. Conforme relatado, o material contribuiu para o restabelecimento de conexões entre neurônios e o corpo. Em um grupo de oito pacientes submetidos ao tratamento experimental, seis apresentaram recuperação motora, incluindo um caso em que o paciente voltou a andar de forma independente após não apresentar movimentos do pescoço para baixo.
As declarações foram feitas pela pesquisadora em entrevista ao programa Conversas com Hildegard Angel, da TV 247.





