Nunes diz torcer para que venezuelanos não migrem a São Paulo após prisão de Maduro
- Ananda Moura

- 6 de jan.
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06/01/2026 O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), declarou nesta segunda-feira, 5, que espera que não haja um novo fluxo de venezuelanos para a capital paulista após a prisão de Nicolás Maduro, detido em uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos. Ainda assim, ele afirmou que a cidade seguirá preparada para acolher imigrantes, caso haja demanda.

“Minha expectativa é que não venham, porque agora não existe mais essa necessidade. Mas, se vierem, São Paulo e o Estado sempre vão receber com respeito e cuidado, como sempre fizeram”, afirmou o prefeito ao comentar o cenário político da Venezuela.
A declaração foi dada durante uma coletiva de imprensa em um evento de entrega de títulos de regularização fundiária urbana da CDHU, que contou com a presença do governador em exercício, Felicio Ramuth (PSD).
Segundo Nunes, a queda do regime venezuelano tende a reduzir a pressão migratória. Ele afirmou que Maduro governava de forma ilegítima após fraude eleitoral e lembrou que mais de 8 milhões de venezuelanos deixaram o país nos últimos anos. “A expectativa agora é que diminua a necessidade de as pessoas fugirem de seus países”, disse.
O prefeito informou que, atualmente, 1.009 venezuelanos estão sendo atendidos pela rede municipal de acolhimento. De acordo com ele, os angolanos formam hoje o maior grupo de estrangeiros acolhidos na cidade, seguidos pelos venezuelanos. “Se vierem, nós vamos absorver. Hoje temos 27 mil vagas, das quais cerca de 21 mil estão ocupadas”, afirmou.
Felicio Ramuth reforçou a avaliação de que o fluxo migratório deve diminuir. Para o governador em exercício, a retomada de liberdades políticas e econômicas na Venezuela pode incentivar o retorno de cidadãos que deixaram o país nos últimos anos. “Com um país novamente livre, muitos exilados podem ter condições de voltar”, afirmou.
As declarações ocorrem em meio ao agravamento das tensões políticas em Caracas e ao reforço da fiscalização migratória em Pacaraima (RR), município brasileiro localizado na fronteira com a Venezuela. As medidas foram intensificadas após a prisão de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, no último sábado, 3.
*Com informações do Estadão Conteúdo.









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