MST mobiliza militantes em 24 Estados e realiza invasões em 14 propriedades
- Ananda Moura

- há 4 dias
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16/03/2026
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) promoveu, no início de março, uma série de mobilizações em diferentes regiões do país. Segundo o próprio movimento, as ações reuniram cerca de 16 mil participantes durante a Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra, realizada entre os dias 8 e 12 de março em 24 Estados e no Distrito Federal.

As atividades incluíram marchas, acampamentos, atos políticos e ocupações de propriedades rurais classificadas pelo movimento como latifúndios improdutivos.
De acordo com o MST, ao menos 14 propriedades foram alvo de invasões durante o período. As ocupações ocorreram em Estados como Pernambuco, Rio Grande do Sul, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Piauí e Tocantins.
Ocupações e protestos em diferentes regiões
No Maranhão, mulheres ligadas ao movimento ocuparam a Fazenda Santa Vitória, no município de Araguanã. Segundo o MST, a área possui 1.482 hectares e teria sido transferida à União em 2005, mas ainda aguardaria regularização fundiária.
No Espírito Santo, integrantes do movimento ocuparam uma área da empresa Suzano, em Linhares. Já em São Paulo, militantes ocuparam a Fazenda Santa Antônia, localizada em Presidente Epitácio.
Em Goiás, o grupo ocupou uma área de cerca de 8 mil hectares da Companhia Bioenergética Brasileira, no município de Vila Boa.
No Rio Grande do Sul, militantes ocuparam uma área de aproximadamente 400 hectares em uma fazenda no município de Rio Gabriel.
Outras manifestações
Além das ocupações, o movimento organizou marchas, bloqueios e protestos em diversas regiões. Em Minas Gerais, manifestantes bloquearam trechos da Estrada de Ferro Vitória-Minas durante cerca de 10 horas.
Em Estados do Nordeste e da Região Norte também ocorreram atos públicos, caminhadas e debates sobre reforma agrária e políticas sociais.
Debate jurídico
De acordo com matéria da Revista Oeste, especialistas em direito agrário afirmam que ocupações desse tipo geram controvérsia jurídica, por envolverem questionamentos sobre direito de propriedade e conflitos fundiários.
O MST, por sua vez, afirma que as mobilizações fazem parte da luta por reforma agrária e assentamento de famílias sem terra.



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