Após morte de traficante, violência fecha ruas e afeta serviços no centro do Rio
- Ananda Moura

- há 7 horas
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A morte de Claudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló, apontado como chefe do tráfico no Morro dos Prazeres, desencadeou uma série de ações criminosas na região central do Rio de Janeiro nesta quarta-feira.

Ônibus incendiado e vias bloqueadas
Na Avenida Paulo de Frontin, no Rio Comprido, um ônibus foi incendiado. Outros veículos foram sequestrados e utilizados como barricadas para bloquear vias importantes.
Segundo o sindicato Rio Ônibus, ao menos quatro coletivos tiveram as chaves retiradas e foram posicionados para impedir a circulação. Linhas que passam pela região precisaram alterar seus itinerários.
Operação policial
Desde as primeiras horas da manhã, a Polícia Militar realiza uma operação nas comunidades dos Prazeres, Fallet, Fogueteiro, Coroa, Escondidinho e Paula Ramos.
Mais de 150 policiais, com apoio de 14 viaturas e dois blindados, participam da ação, que conta com informações da área de inteligência da corporação.
Moradores relatam que o confronto começou por volta das 5h. Há registros de incêndios em entulhos espalhados pelas ruas e bloqueios em vias como Itapiru, Barão de Petrópolis e a própria Avenida Paulo de Frontin.
Impactos na rotina
A escalada da violência afetou diretamente serviços públicos na região:
Sete escolas municipais suspenderam as aulas
Uma unidade de saúde teve atendimento interrompido
Outras três seguem funcionando, mas sem visitas externas
O Centro de Operações e Resiliência (COR) alertou para interdições e pediu atenção redobrada de motoristas.
Histórico do criminoso
Jiló acumulava passagens pela polícia desde a década de 1990, com registros por tráfico de drogas, homicídio, sequestro, cárcere privado e roubo. Contra ele, havia 10 mandados de prisão em aberto. Ele também é apontado como envolvido na morte do turista italiano Roberto Bardella, em 2016. Na ocasião, a vítima entrou por engano na comunidade e foi assassinada.
Segundo a polícia, o criminoso havia deixado a prisão cerca de 30 dias antes do episódio, após progressão de pena. A situação segue em monitoramento pelas forças de segurança, com reflexos no trânsito e na rotina dos moradores da região.



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