Governo Lula tenta evitar greve de caminhoneiros e anuncia medidas sobre frete e diesel
- Ananda Moura

- há 7 horas
- 2 min de leitura
18/03/2026 O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara um conjunto de medidas para tentar evitar uma possível greve de caminhoneiros, diante do aumento dos combustíveis e da pressão de transportadores autônomos.

Nesta quarta-feira, 18, o ministro dos Transportes, Renan Filho, e a direção da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) devem apresentar, em Brasília, ações voltadas à fiscalização do piso mínimo do frete, uma das principais demandas da categoria.
Pressão da categoria
Lideranças dos caminhoneiros ameaçam paralisar atividades caso não haja resposta do governo. O movimento é acompanhado com preocupação pelo Planalto, que busca evitar uma crise semelhante à paralisação nacional de 2018.
O líder da categoria Wallace Landim, conhecido como “Chorão”, afirmou que a paralisação pode ocorrer caso não haja um posicionamento claro do governo nos próximos dias.
Diesel no centro do impasse
Segundo matéria da Revista Oeste, além das medidas sobre o frete, o governo também tenta negociar com os Estados a redução temporária do ICMS sobre o diesel, por meio do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
A proposta, no entanto, enfrenta resistência de governadores, que demonstram preocupação com a perda de arrecadação. O tema também ganha dimensão política, já que muitos Estados estão em período pré-eleitoral.
O governo federal, por sua vez, destaca que já zerou tributos federais como PIS e Cofins sobre o diesel, e busca dividir a responsabilidade pela redução do preço do combustível com os entes estaduais.
Monitoramento de riscos
A equipe econômica e o núcleo político do governo acompanham o cenário com atenção, diante do risco de desabastecimento e impactos na economia.
A estratégia inclui reforçar a fiscalização do cumprimento da tabela do frete e ampliar a comunicação sobre as medidas adotadas. Caso não haja acordo, há temor de bloqueios em rodovias e interrupções no fluxo de mercadorias em todo o país.



Comentários