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Governo Lula: Brasil bate recorde de inadimplência com mais de 81 milhões de pessoas endividadas

10/03/2026 O Brasil atingiu um novo recorde de inadimplência em 9 de março de 2026. Segundo levantamento citado pela Gazeta do Povo, o país registra atualmente 81,2 milhões de brasileiros com dívidas em atraso, o maior nível desde que o Banco Central começou a acompanhar os dados, em 2011. O índice de calotes chegou a 4,2%, impulsionado por fatores como juros elevados, aumento de gastos públicos e efeitos da instabilidade internacional.

Brasil bate recorde de inadimplência com mais de 81 milhões de pessoas endividadas
Foto: Ricardo Stuckert

O número indica que quase metade da população adulta brasileira está com o nome negativado. Desde o início do atual governo, em 2023, cerca de 11 milhões de pessoas entraram na lista de inadimplentes. O problema atinge principalmente pessoas entre 26 e 60 anos, faixa etária mais ativa no mercado de trabalho. Entre as empresas, a situação também preocupa: quase 9 milhões de CNPJs estão negativados.


Especialistas apontam que o nível atual de juros é um dos principais fatores por trás do aumento da inadimplência. Com a taxa Selic em 15%, o crédito ficou mais caro para consumidores e empresas. No chamado crédito livre, em que os bancos definem as taxas, os juros ultrapassam 47% ao ano para pessoas físicas.


Esse cenário cria um efeito de “bola de neve” nas dívidas. Atualmente, as famílias brasileiras destinam quase 30% da renda mensal apenas para pagar débitos antigos, o que reduz o espaço no orçamento para despesas básicas.


O ambiente de crédito restrito também impacta o setor produtivo. No fim de 2025, o Brasil registrava mais de 5.600 empresas em recuperação judicial, processo que permite renegociar dívidas para evitar a falência.


O valor total dessas dívidas chegou a R$ 40 bilhões. Além disso, uma decisão recente do Superior Tribunal de Justiça permitiu que o governo solicite a falência de empresas por débitos tributários, o que aumentou a pressão sobre negócios já fragilizados.


Analistas apontam que a combinação de estímulos ao consumo com aumento de gastos públicos pode pressionar a inflação. Quando os preços sobem, o Banco Central tende a manter juros elevados para controlar a inflação, o que encarece o crédito e dificulta o pagamento de dívidas por famílias e empresas.


Esse ciclo econômico, segundo especialistas, contribui para a expansão da inadimplência e reduz o ritmo de recuperação financeira da população.


A instabilidade global também pode agravar o cenário econômico. Especialistas citam que conflitos no Oriente Médio podem elevar o preço do petróleo para acima de US$ 100 por barril, pressionando a inflação mundial.


Se isso ocorrer, os juros podem permanecer altos por mais tempo, adiando uma possível melhora no quadro de inadimplência. A expectativa de recuperação mais consistente, segundo análises econômicas, só começaria a aparecer a partir de 2027.


As informações foram reunidas a partir de apuração da Gazeta do Povo.

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Thiago Manzoni é cristão, conservador e atua como Deputado Distrital na Câmara Legislativa do Distrito Federal defendendo a família, a liberdade, o empreendedorismo e a redução de impostos.

 

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