Elon Musk banca defesa de brasileira investigada por Moraes
- Ananda Moura

- 14 de out.
- 2 min de leitura
14/10/2025
Advogados financiados pelo empresário Elon Musk assumiram a defesa da brasileira naturalizada norte-americana Flávia Magalhães, alvo de um mandado de prisão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, no inquérito das chamadas “milícias digitais”.

A informação foi revelada pela própria Flávia durante entrevista ao Jornal da Oeste – Primeira Edição, em 19 de setembro. “A equipe do Elon Musk entrou em contato comigo, pediu que eu fosse a Washington e colocou uma bancada de advogados à minha disposição. Não vou pagar nada. Eles estão me defendendo”, afirmou.
Cidadã norte-americana há mais de uma década
Residente na Flórida há 23 anos, Flávia tornou-se cidadã dos Estados Unidos em 2012 e diz estar impedida de entrar no Brasil desde 2024. Segundo ela, nem seu advogado, Paulo Faria, teve acesso ao número do processo que corre no Supremo Tribunal Federal (STF). “Até hoje, meu advogado não sabe do que estou sendo acusada”, relatou.
O caso ganhou repercussão internacional em junho de 2023, quando suas contas na rede social X (antigo Twitter) foram bloqueadas no Brasil por determinação de Moraes. Flávia afirmou ter descoberto o bloqueio apenas após mensagens de seguidores informando que seu perfil estava “indisponível no território brasileiro por ordem judicial”.
Bloqueio de passaporte e mandado de prisão
Em dezembro de 2023, Flávia viajou ao Recife para realizar um procedimento dentário e disse ter sido abordada pela Polícia Federal ao desembarcar. Segundo ela, os agentes informaram que havia uma ordem para reter seu passaporte brasileiro sob a acusação de falsificação.
“Nunca falsifiquei nada. Sou cidadã norte-americana, tenho toda a documentação legal. Era perseguição política”, declarou.
Alguns dias depois, Flávia retornou aos Estados Unidos. Pouco tempo mais tarde, afirmou ter descoberto, ao consultar um banco público de mandados, que Alexandre de Moraes havia decretado sua prisão em 8 de fevereiro de 2024.
“Se eu tivesse voltado ao Brasil naquele mês, teria sido presa no aeroporto”, disse.









Comentários