Caso Banco Master: disputa por primeira delação premiada ganha força
- Ananda Moura

- 16 de mar.
- 2 min de leitura
16/03/2026
As investigações sobre o escândalo envolvendo o Banco Master podem entrar em uma nova fase com a possibilidade de acordos de delação premiada entre investigados. Segundo o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, as negociações para uma eventual colaboração do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador da instituição, devem começar nos próximos dias.

Nos bastidores de Brasília, cresce a expectativa de que Vorcaro possa prestar depoimento detalhado às autoridades. O cenário ganhou força após a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmar a prisão preventiva do ex-banqueiro, determinada dois dias antes pelo ministro André Mendonça. A contratação do criminalista José Luis Oliveira Lima para sua defesa também alimentou a possibilidade de avanço nas negociações.
Outros possíveis delatores
Vorcaro, no entanto, não é o único investigado que pode optar por colaborar com a Justiça. Diversos nomes citados nas investigações aparecem como potenciais delatores.
Entre eles estão Paulo Sérgio Sousa, ex-diretor de Fiscalização do Banco Central, e Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária da autarquia. Ambos foram afastados em janeiro e passaram a ter papel central no caso após a revelação de diálogos comprometedores entre eles e o ex-banqueiro.
Também aparecem entre os investigados Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, além de dois ex-diretores do Banco Master presos em novembro: Luis Antonio Pelli, responsável por áreas como riscos, compliance e tecnologia, e Alberto Oliveira Neto, superintendente-executivo de tesouraria.
Outro nome mencionado nas apurações é Ângelo Ribeiro da Silva, apontado como sócio da instituição.
Estrutura investigada
As investigações da Operação Compliance Zero também citam Ana Cláudia Paiva e Leonardo Palhares como operadores financeiros ligados ao grupo investigado. Segundo os investigadores, ela teria atuado na movimentação de recursos e na estrutura de pagamentos relacionados a supostas atividades ilícitas, enquanto ele seria responsável pela gestão financeira do grupo conhecido como “A Turma”.
Também é citado o policial federal aposentado Marilton Silva, que, de acordo com as apurações, teria atuado ao lado de Vorcaro em atividades como monitoramento e espionagem de adversários.
Disputa pela primeira colaboração
No contexto das investigações, cresce a corrida entre os investigados para definir quem apresentará a primeira delação premiada. Em acordos desse tipo, a ordem pode ser decisiva: quem colabora primeiro costuma oferecer informações inéditas e, por isso, pode obter benefícios maiores perante a Justiça.
As informações são do jornal O Globo.



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