Aliados cogitam visita de Trump a Bolsonaro no Brasil
- Ananda Moura

- 26 de set. de 2025
- 2 min de leitura
26/09/2025 A possibilidade de uma visita de Donald Trump ao Brasil para encontrar o presidente Jair Bolsonaro (PL) começou a circular entre aliados bolsonaristas, segundo reportagem da Folha de S.Paulo. A ideia teria sido sugerida pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), com apoio do apresentador Paulo Figueiredo, que mantém conexões próximas ao presidente norte-americano.

Questionado pela reportagem, Figueiredo preferiu não comentar. Já Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação e ligado a Eduardo, publicou em rede social uma sugestão direta:
“Nada vence o próprio testemunho. Que tal uma visita do Donald Trump ao presidente Jair Bolsonaro na sua casa para que ambos evidenciem uma ‘química perfeita’? Obviamente, a Corte e os advogados do presidente seriam consultados com antecedência. Fica a dica.”
Condição de Bolsonaro
Em declarações posteriores, Wajngarten reforçou que o encontro teria relevância diante da condição atual de Bolsonaro, que está preso. Segundo ele, Trump poderia acompanhar de perto as dificuldades de saúde do ex-presidente, como crises de soluço e vômitos relacionados ao atentado à faca de 2018. Apesar disso, o ex-secretário disse que sua fala era apenas uma opinião pessoal e negou ter conhecimento de negociações concretas sobre a visita.
Contexto diplomático
Enquanto rumores sobre o encontro se espalham, Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tiveram uma breve conversa durante a Assembleia-Geral da ONU nesta semana. Trump descreveu a interação como marcada por uma “química excelente” e sugeriu um novo encontro, ainda sem data. Lula demonstrou interesse.
Diante da aproximação, o governo brasileiro decidiu adiar a análise de possíveis retaliações comerciais contra os EUA, prevista para terça-feira (23) na Câmara de Comércio Exterior. O Comitê-Executivo de Gestão suspendeu a discussão da Lei de Reciprocidade a pedido do Planalto, pouco antes do discurso de Trump na ONU. A expectativa é de que o tema fique em compasso de espera por pelo menos uma semana, podendo ser retomado após nova conversa entre os dois presidentes.









Comentários