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A estratégia do Nubank para disputar espaço no sistema bancário dos Estados Unidos

04/02/2026 Depois de transformar o mercado financeiro brasileiro e se tornar a instituição financeira mais valiosa da América Latina, o Nubank mira agora um desafio ainda maior: entrar de vez no competitivo sistema bancário dos Estados Unidos. Fundado há 13 anos em São Paulo, o banco digital já acumula mais de 120 milhões de clientes, abriu capital na Bolsa de Nova York e atingiu valor de mercado próximo a US$ 90 bilhões, superando inclusive o britânico Revolut, principal referência europeia no setor de fintechs.

A estratégia do Nubank para disputar espaço no sistema bancário dos Estados Unidos
Foto: Divulgação

Embora o Revolut tenha crescido rapidamente e hoje seja avaliado em cerca de US$ 75 bilhões, a empresa ainda não realizou seu IPO. O Nubank, por outro lado, avança com planos mais ousados. Após consolidar operações no Brasil, México e Colômbia, a fintech obteve aprovação condicional para operar nos EUA e pretende lançar uma nova instituição financeira no país dentro de até 18 meses.


O movimento marca a primeira tentativa do Nubank de atuar em uma economia desenvolvida. O projeto é liderado pelo CEO e cofundador David Vélez, que vê a próxima década como decisiva para a transição da empresa de um banco latino-americano para uma companhia global de tecnologia com forte atuação financeira. A expansão internacional, segundo ele, não deve se limitar às Américas e pode alcançar outros continentes em breve.


O desempenho recente reforça essa ambição. Em 2025, as ações da Nu Holdings acumularam valorização superior a 50%, impulsionadas por resultados robustos. O lucro anual, que ultrapassou US$ 1 bilhão pela primeira vez em 2023, deve chegar a quase US$ 3 bilhões em 2025, segundo estimativas de mercado. A rentabilidade do banco também chama atenção: o retorno sobre o patrimônio alcançou 31%, superando grandes bancos tradicionais brasileiros.


A entrada nos EUA representa, ao mesmo tempo, uma oportunidade e um teste. O modelo que permitiu ao Nubank crescer no Brasil —baseado em operação digital, ausência de agências físicas e redução de tarifas— enfrentará um ambiente mais disputado e regulado. Analistas reconhecem o potencial estratégico da expansão, mas alertam para desafios de rentabilidade no mercado norte-americano.


Mesmo diante desse cenário, o Nubank afirma que o Brasil continua sendo prioridade. A maior parte da equipe permanece dedicada ao mercado doméstico, enquanto apenas uma parcela menor trabalha diretamente na expansão internacional. A aposta nos EUA parte da avaliação de que o sistema bancário americano ainda carrega custos elevados, estruturas físicas extensas e práticas consideradas defasadas, o que abre espaço para soluções digitais mais eficientes.


A estratégia inicial não prevê competir diretamente com grandes bancos em centros urbanos de alta renda. O foco está em nichos menos atendidos, como regiões rurais, consumidores da chamada “América média” e a população hispânica. A avaliação interna é de que, nesses segmentos, há menor concorrência e maior peso de tarifas e juros sobre o consumidor final.


O cenário regulatório também se mostrou mais favorável recentemente. Após resistência inicial das autoridades americanas em conceder licenças bancárias a fintechs estrangeiras, o ambiente mudou com a nova administração em Washington. Essa virada incentivou não apenas o Nubank, mas também concorrentes como Inter e Revolut a avançarem com seus planos nos EUA.


Enquanto isso, o Nubank segue fortalecendo suas principais fontes de receita. Cartões de crédito e empréstimos pessoais continuam sendo os pilares do negócio, mesmo em um ambiente de juros elevados no Brasil. Paralelamente, a empresa investe em novas frentes, como seguros, investimentos, telefonia móvel e, especialmente, inteligência artificial.


A fintech aposta em IA para aprimorar análise de crédito, personalização de produtos e eficiência operacional. Parte dessa pesquisa é concentrada no Vale do Silício, onde o Nubank mantém um hub tecnológico. O uso de modelos avançados permitiu, por exemplo, ajustes mais precisos nos limites de crédito dos clientes.


Apesar do crescimento acelerado, a empresa também enfrenta desafios internos. Mudanças recentes na alta administração levantaram questionamentos sobre a dependência excessiva do CEO. Além disso, a decisão de encerrar o regime totalmente remoto e exigir presença física no escritório gerou controvérsia e desligamentos. A direção defende a medida como necessária para fortalecer colaboração, inovação e integração de uma equipe que cresceu mais de 30% em um único ano.


Nos próximos anos, o Nubank pretende investir centenas de milhões de dólares na ampliação de seus escritórios e na consolidação de sua cultura corporativa. A entrada no mercado americano, portanto, não é apenas uma expansão geográfica, mas um passo decisivo na tentativa de se firmar como um dos principais bancos digitais globais. *Com informações da Folha de São Paulo e Financial Times

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Thiago Manzoni é cristão, conservador e atua como Deputado Distrital na Câmara Legislativa do Distrito Federal defendendo a família, a liberdade, o empreendedorismo e a redução de impostos.

 

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