No Brasil, o entendimento muda de acordo com quem está no poder
- Thiago Manzoni
- há 4 horas
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Às vezes, o Poder Judiciário muda de entendimento de acordo com o espectro político que está sendo julgado. Falei sobre essa realidade hoje (01/04), em meu discurso na Câmara Legislativa.

Ao olhar os noticiários, vemos situações muito semelhantes que foram proibidas em 2022, quando o presidente Bolsonaro estava na Presidência, e que agora são permitidas quando o Pinóquio está na Presidência. Aliás, hoje é o dia dele: primeiro de abril, o dia do Lula, o dia da mentira.
Essa situação do BRB é gravíssima. Há semanas, avisei em plenário que os imóveis do Distrito Federal não estavam sendo oferecidos apenas como garantia, mas que, da forma como estava redigido o texto do projeto, poderiam ser vendidos. Agora, estão sendo colocados à venda para tentar salvar o BRB.
Outra notícia é que o GDF está sendo compelido pelo governo federal a aceitar a redução do preço do diesel por meio da redução de tributos. Na época do presidente Bolsonaro, em 2022, isso era proibido em ano eleitoral. Agora, o pai da mentira quer reduzir o preço do diesel, e agora pode.
Aliás, segundo os jornais que a contrapartida que o governo federal cobra do Governo do Distrito Federal para ajudar o BRB é que o Distrito Federal aceite reduzir a tributação sobre o diesel para diminuir o preço dos combustíveis.
O pior de tudo é saber que o Distrito Federal, na condição de controlador do BRB, foi o causador do rombo. E agora a governadora Celina Leão, que acaba de assumir, se vê na situação de ter que pedir socorro ao governo federal. Um governo federal que usa chantagem e utiliza o fato de o BRB precisar de socorro para obrigá-la a aceitar a redução forçada do preço dos combustíveis por meio da redução de tributos.
O certo mesmo seria que quem está com esses R$ 6 bilhões, que foram retirados dos cofres do BRB e que estão nas mãos de alguém, devolvesse esse dinheiro. Assim, acabaríamos com esse rombo. O BRB voltaria a funcionar normalmente.



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