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Não ao projeto do governo que tenta salvar o BRB

Eu ainda não havia me manifestado desde a votação do projeto do BRB até a sessão ordinária desta terça-feira (25), porque aguardava que o Governo do Distrito Federal prestasse esclarecimentos à Câmara Legislativa.

Meu voto é não ao projeto do governo que tenta salvar o BRB
Foto: Jeremias Alves

Em agosto do ano passado, o governo enviou à Câmara Legislativa (CLDF) um projeto para autorizar o Banco Central a analisar a operação de aquisição de 49% do Banco Master pelo BRB, ao custo de 2 bilhões de reais. Quais documentos os deputados tiveram acesso? Nenhum. Os documentos eram sigilosos, por força de lei. Caberia ao Banco Central fazer essa análise. A CLDF autorizou apenas a análise da documentação e da operação.


O Banco Central rejeitou a operação, afirmando que ela não poderia ocorrer. Na sequência, o Banco Master foi liquidado. Após a liquidação, tomamos conhecimento de uma série de fatos: um contrato de 130 milhões de reais envolvendo a esposa de um ministro do Supremo Tribunal Federal; um contrato de 350 mil reais para Lewandowski; e Guido Mantega recebendo 1 milhão de reais por mês para fazer lobby.


Também tomamos conhecimento de que aproximadamente 12 bilhões de reais haviam sido adquiridos em títulos do Banco Master antes mesmo da proposição chegar à CLDF, e que esses valores não tinham qualquer relação com o projeto analisado pelos deputados. A proposição tratava de uma operação futura de 2 bilhões de reais. A informação sonegada era que já haviam sido adquiridos títulos, muitos deles podres, na ordem de 12 bilhões de reais.


Na ocasião, os deputados da Câmara Legislativa votaram de boa-fé, confiando nas informações apresentadas pelo Governo do Distrito Federal. Posteriormente, temos conhecimento de tudo isso.


Na última sexta-feira (20), sem explicações, o governo encaminhou um projeto de lei que previa a criação de um fundo com imóveis do governo como garantia para empréstimos, sem qualquer diálogo com os deputados. Ficamos sabendo que o projeto seria alterado por meio da imprensa.


Trata-se de quase outro cheque em branco. O projeto sequer informa o valor dos terrenos que serão oferecidos como garantia. Afirma apenas que, antes de uma eventual venda, será feita uma avaliação. Por que essa avaliação não é feita agora? Por que não se informa qual é o valor do rombo? Qual é a profundidade do buraco em que o Banco de Brasília está afundado? Quais documentos acompanharam esse projeto de lei? Nenhum.


Diante disso, deixei clara a minha posição: "o meu voto é não, desde já. Não existe a menor hipótese de eu ser convencido a votar favoravelmente a esse projeto".


Ao final do meu discurso, informei ainda que protocolei um requerimento de informações à Secretaria de Economia, para esclarecer a todos os deputados e ao povo do Distrito Federal: qual é a liquidez do Banco de Brasília hoje? Qual é o rombo atual do banco? E qual é, de fato, a chance de salvá-lo?


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Thiago Manzoni é cristão, conservador e atua como Deputado Distrital na Câmara Legislativa do Distrito Federal defendendo a família, a liberdade, o empreendedorismo e a redução de impostos.

 

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