Justiça determina retratação pública a universitária de direita
- Ananda Moura

- há 4 dias
- 2 min de leitura
22/04/2026
A historiadora Julia de Castro, que relatou ter sofrido ameaças nas redes sociais por declarar apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, obteve na Justiça um acordo que determinou retratações públicas por parte dos envolvidos nos ataques.

A medida foi definida após audiência realizada em 13 de abril no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, por meio do 3º Juizado Especial Criminal da Comarca da Capital.
Segundo o termo de audiência, os autores das ofensas se comprometeram a publicar vídeos com duração entre 20 e 30 segundos nas redes sociais, com a legenda “Retratação a Julia de Castro”.
De acordo com o documento, as publicações deverão permanecer disponíveis por 30 dias nas plataformas Instagram e X. O acordo também estabelece que o conteúdo não poderá ser impulsionado nem utilizado em campanhas eleitorais ou em mídia paga.
Caso teve origem em ataques durante o período eleitoral
Segundo matéria da Revista Oeste, o episódio ocorreu em 2022, ano de eleições, quando Julia cursava História na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Segundo o relato, ela passou a sofrer ataques virtuais de colegas após tornarem pública sua posição política.
Entre as mensagens citadas no processo, estavam ameaças e ofensas dirigidas à estudante.
Após as publicações, Julia decidiu divulgar o caso em suas redes sociais e, em dezembro daquele ano, ingressou com ação judicial.
Em declaração após o acordo, a historiadora afirmou que a decisão representa um alívio diante do episódio vivido.
“Conviver com aqueles que ameaçaram a minha integridade física demandou mais que coragem; exigiu esperança de que esse cenário iria mudar para mim e para os jovens de direita que também podem estar nas universidades públicas”, declarou.



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