Frente pela Educação Livre marca reação da direita contra doutrinação nas universidades
- AnandaMoura
- 28 de mar. de 2025
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Atualizado: 7 de jan.
Ontem (27), lançamos a Frente Parlamentar pela Educação Livre em um momento crucial no Distrito Federal, marcado pelo auge da perseguição a alunos de direita na Universidade de Brasília. A sessão solene contou com a presença de estudantes, professores e equipes especializadas no tema, ligadas à primeira-dama Michelle Bolsonaro, à senadora Damares Alves e à deputada Bia Kicis.

Em conjunto com a UJL (União Juventude e Liberdade), demos início a esta frente parlamentar, que tem um árduo trabalho pela frente. Esse é mais um passo na direção da liberdade nas nossas universidades, por décadas dominadas pela esquerda. A boa notícia é que hoje existe uma direita viva no Brasil — ela se levantou. E nós não vamos mais aceitar que os espaços universitários sejam tomados por uma única forma de pensamento, nem que nossos jovens sejam doutrinados.

“Quem educa a criança é o pai e a mãe. Esse é o ponto de partida de tudo. Os nossos filhos, seja qual for a idade deles, jamais devem ser entregues ao Estado para que os eduque.”

O diretor-presidente do Jardim Botânico, Allan Freire, disse que não basta criticar a esquerda — a direita precisa ser propositiva. Ele desafiou os jovens a apresentarem soluções concretas para a educação, como a inclusão de economia e direito ambiental no currículo. Lembrou que a pauta ambiental também é nossa, da direita, e deve ser tratada com responsabilidade. Segundo ele, chegou a hora de a juventude conservadora mostrar sua identidade e construir o país que quer ver.

A doutora Nídia Regina lembrou que, se precisamos criar uma frente parlamentar pela educação livre, é porque a educação no Brasil está longe de ser verdadeiramente livre. Com mais de 30 anos como professora em universidades federais, ela destacou que o problema está nos resultados, nos números e, principalmente, na guerra cultural em que vivemos. Defendeu uma educação sem ideologia, sem doutrinação — e reforçou que a mudança não virá com brigas, mas com convencimento. Também afirmou que o ser humano não é uma construção social e que a família, base de tudo, vem antes do Estado.

Evandro Araújo trouxe um relato forte sobre a perseguição que estudantes de direita vêm sofrendo na Universidade de Brasília. Contou que, desde 2018, quando organizou um ato pacífico no ICC Norte, é comum serem expulsos, escorraçados e ignorados pela reitoria. Recentemente, o aluno Wilker Leão foi suspenso por gravar aulas e expressar sua opinião — foi proibido até de frequentar a universidade. Evandro denunciou o silêncio da reitoria diante dessas arbitrariedades e criticou a falsa ideia de pluralidade. Segundo ele, enquanto camisas de Che Guevara são toleradas, qualquer símbolo da direita é tratado como ameaça.

A doutora Rebeca Melo, que hoje cursa doutorado como aluna especial na UnB, destacou a dificuldade de ser uma estudante de direita em um ambiente majoritariamente ideológico e hostil. Parabenizou a criação da Frente Parlamentar pela Educação Livre e ressaltou a coragem necessária para enfrentar uma cultura institucionalizada nas universidades, moldada por décadas de domínio da esquerda. Rebeca defendeu que a verdadeira transformação da educação virá com a ocupação desses espaços e com a defesa da liberdade de opção, que hoje tem sido negada aos estudantes.

Beatriz Vaz, líder da UJL-DF, criticou a hegemonia ideológica de entidades como a UNE, que, segundo ela, sequestram a voz dos estudantes para servir a projetos políticos da esquerda. Denunciou ainda o uso indevido de recursos públicos por essas entidades, destacando o caso de milhões de reais gastos com festas, diárias de hotel e uma sede que nunca saiu do papel. Beatriz afirmou que a Juventude Livre surge como alternativa real, comprometida com a liberdade econômica, o mérito, a diversidade de pensamento e a responsabilidade no uso dos recursos. Para ela, a criação da Frente Parlamentar pela Educação Livre representa um passo decisivo para garantir que nenhum estudante seja coagido a seguir um discurso único.
Ao finalizar o evento, fiz um alerta importante: nas universidades, qualquer ideia que contrarie o pensamento da esquerda é rotulada como “extremista” — e isso serve justamente para interromper o debate. Quando você é chamado de radical, fundamentalista ou extremista, você é silenciado. Ninguém quer ser visto assim, e é aí que entra o que o professor Olavo chamava de “espiral do silêncio”. Eu vivi isso. Estudei na UnB por um ano e vi de perto o ambiente hostil: paredes tomadas por pichações, espaços dominados por uma ideologia única e nenhum espaço para o contraditório. Precisamos recuperar a liberdade de expressão, o direito de discordar e a pluralidade de ideias nas universidades. Esse trabalho começa agora — e ele está nas mãos de cada jovem que se recusa a se calar.



















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