Exército investe R$ 1,3 bilhão em mísseis e blindados para reforçar defesa terrestre
- Ananda Moura

- há 1 dia
- 2 min de leitura
16/03/2026
O Exército brasileiro investiu cerca de R$ 1,27 bilhão na compra de armamentos e veículos militares durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os dados foram obtidos pelo jornal Folha de S.Paulo por meio da Lei de Acesso à Informação.

Entre os equipamentos adquiridos estão mísseis anticarro e veículos blindados, utilizados para ampliar a capacidade de defesa das forças terrestres diante de possíveis cenários de conflito.
Compra de mísseis e equipamentos militares
Segundo o Exército, foram incorporados 220 mísseis anticarro, em uma operação concluída em 2023 e que custou R$ 115,8 milhões. A compra foi dividida em dois lotes.
Um deles incluiu 100 unidades do modelo Javelin FGM-148F, adquiridas em negociação com o governo dos Estados Unidos. O segundo lote contou com 120 mísseis AC Max 1.2, produzidos no Brasil por uma empresa sediada em São José dos Campos (SP).
De acordo com a força terrestre, esse tipo de armamento é importante para operações defensivas em terra, especialmente contra veículos blindados.
Ampliação da frota de blindados
Além dos mísseis, o Exército ampliou sua frota com 163 carros blindados entre 2021 e 2024, com investimento aproximado de R$ 1,12 bilhão.
A maior parte dos veículos é do modelo VBTP Guarani 6x6, usado para transporte de tropas. O blindado tem capacidade anfíbia, pesa cerca de 18 toneladas, pode atingir até 110 km/h e possui autonomia de aproximadamente 600 quilômetros.
Contexto regional e estratégico
Segundo militares ouvidos pela reportagem, a modernização do equipamento também foi influenciada pela tensão entre Venezuela e Guiana na região de Essequibo, que ganhou força no fim de 2023.
Na ocasião, as Forças Armadas brasileiras reforçaram a presença militar em Roraima, enviando tropas, aeronaves, blindados e sistemas de mísseis para a região de fronteira.
Posteriormente, após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro em uma operação ordenada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente Lula teria solicitado aos militares uma análise sobre eventuais vulnerabilidades do Brasil diante de ações externas desse tipo.
Distribuição dos equipamentos
O Exército informou que não divulgará detalhes sobre a distribuição dos novos armamentos por unidades militares, alegando razões de segurança nacional.
Ainda assim, informações públicas indicam que parte do material foi destinada a unidades em Roraima, à 1ª Companhia Anticarro Mecanizada em Osasco (SP) e a brigadas militares no Paraná. Testes com mísseis também foram realizados no Rio de Janeiro.
Os mísseis AC Max 1.2 são produzidos pela empresa Siatt, enquanto os blindados Guarani são fabricados pela Iveco Defence Vehicles, em Sete Lagoas (MG). Um acordo mais amplo prevê investimentos de R$ 7,5 bilhões na compra de centenas desses veículos até 2040.



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