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Banco do Brasil registra impacto de R$ 3,6 bilhões em operação ligada à Novonor e eleva inadimplência em 2025

13/02/2026 O Banco do Brasil informou que o atraso no pagamento de R$ 3,6 bilhões por um único cliente afetou de forma relevante os resultados do quarto trimestre de 2025. Com esse evento, o índice de inadimplência acima de 90 dias alcançou 5,17%, mas cairia para 4,88% caso a operação fosse desconsiderada do balanço.


Embora a instituição não tenha identificado formalmente o devedor, em razão do sigilo bancário, o mercado associa a operação ao processo de liquidação de ações da Braskem usadas como garantia de dívidas da Novonor, antiga Odebrecht.

Banco do Brasil registra impacto de R$ 3,6 bilhões em operação ligada à Novonor e eleva inadimplência em 2025
Foto: Reprodução Redes Sociais

Em comunicado, a Braskem afirmou que não possui inadimplência nem exposição financeira direta com o Banco do Brasil. Segundo o banco, o prejuízo decorre da desvalorização dos papéis da petroquímica que serviam como garantia para obrigações assumidas pela Novonor.


Em dezembro de 2025, a gestora IG4 Capital fechou um acordo para adquirir créditos garantidos por ações da Braskem, em uma operação estimada em cerca de R$ 20 bilhões, que envolveu também instituições como Itaú, Santander e Bradesco.


O vice-presidente de Controles Internos e Gestão de Riscos do Banco do Brasil, Felipe Prince, explicou que a dívida foi transferida para um fundo especializado em créditos de maior risco. Segundo ele, tentativas anteriores de solução não avançaram e, em 2025, foi criada uma estrutura específica para regularização do crédito. Durante as negociações e a transferência dos ativos, a operação passou a ser classificada tecnicamente como inadimplente, o que impactou os indicadores do último trimestre.


O episódio também afetou o índice de cobertura para créditos de liquidação duvidosa, que recuou para 155,4%. Sem essa operação, o indicador estaria em 164,7%. A direção do banco informou que o caso está concentrado no balanço de 2025 e não deve gerar novos efeitos negativos nos resultados do primeiro trimestre de 2026.


No resultado anual, o Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 20,69 bilhões em 2025, queda de 45,4% em relação ao ano anterior. No quarto trimestre, o lucro líquido ajustado somou R$ 5,7 bilhões, recuo de 40,1% na comparação com o mesmo período de 2024, mas alta de 51,7% frente ao terceiro trimestre do ano.


As informações constam em dados divulgados pelo Banco do Brasil e repercutidos pelo mercado financeiro.

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Thiago Manzoni é cristão, conservador e atua como Deputado Distrital na Câmara Legislativa do Distrito Federal defendendo a família, a liberdade, o empreendedorismo e a redução de impostos.

 

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