Ataques no Oriente Médio fazem petróleo e gás dispararem no mercado global
- Ananda Moura

- há 3 horas
- 2 min de leitura
19/03/2026
Os preços do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) registraram forte alta nesta quinta-feira, 19, após novos ataques a instalações energéticas no Oriente Médio, elevando as tensões na região e pressionando o mercado internacional.

Petróleo dispara com escalada do conflito
O barril do petróleo tipo Brent, referência global, chegou a US$ 119,11, com alta de quase 11%, atingindo o maior nível em mais de uma semana. Já por volta das 8h55, era negociado a US$ 113,90, ainda com valorização expressiva.
O petróleo WTI (West Texas Intermediate) também avançou, alcançando US$ 99,14 e depois recuando levemente para US$ 96,75. A alta ocorre após o Irã atacar instalações energéticas na região, em resposta a uma ofensiva de Israel contra o campo de gás de South Pars.
Gás natural também sobe forte
O impacto foi ainda mais intenso no mercado de gás. O preço do GNL na Europa subiu até 35%, impulsionado pelo risco de interrupção no fornecimento. O índice de referência TTF chegou a 74 euros por MWh, antes de recuar para cerca de 65 euros. Antes da escalada do conflito, o valor girava em torno de 32 euros.
Segundo analistas, os ataques à infraestrutura energética indicam um cenário de instabilidade prolongada, conforme noticiou a Folha de São Paulo.
“A escalada no Oriente Médio aponta para uma interrupção duradoura no fornecimento de petróleo”, afirmou a analista Priyanka Sachdeva.
Estreito de Ormuz sob pressão
Um dos principais pontos de preocupação é o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás. Desde o início do confronto, no fim de fevereiro, o tráfego na região está praticamente paralisado, o que amplia o risco de desabastecimento global.
Impactos econômicos
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) decidiu manter as taxas de juros inalteradas, mas já projeta uma inflação mais alta diante do aumento dos preços de energia. Segundo o economista Bill Adams, a autoridade monetária não deve intervir para conter os efeitos do encarecimento dos combustíveis.
Danos à infraestrutura
A empresa QatarEnergy informou que ataques com mísseis atingiram o complexo de Ras Laffan, no Catar, um dos principais centros de processamento de GNL do mundo, causando danos considerados extensos.
O cenário reforça a preocupação com o abastecimento global e mantém os mercados atentos à evolução do conflito nos próximos dias.



Comentários