A mando de Moraes, coronéis da PM perdem cargos após condenação por omissão no 8 de janeiro
- Ananda Moura

- há 7 horas
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09/04/2026 O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Militar do Distrito Federal declare a perda dos cargos públicos de cinco coronéis condenados por omissão durante os atos de Atos de 8 de janeiro de 2023.

Segundo o relator do caso, a jurisprudência da Corte estabelece que a perda do posto e da patente pode ocorrer como consequência direta de condenação criminal, seja por crime comum ou militar. A decisão foi tomada após a corporação enviar ofício ao STF solicitando orientações sobre a forma de cumprir a determinação.
Coronéis foram condenados a 16 anos de prisão
O pedido da PM do Distrito Federal citava os coronéis:
Fábio Augusto Vieira
Klepter Rosa Gonçalves
Jorge Naime Barreto
Paulo José Ferreira
Marcelo Casimiro
Eles foram condenados pela Primeira Turma do STF a 16 anos de prisão pelos crimes de:
tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
golpe de Estado
dano qualificado ao patrimônio da União
deterioração de patrimônio tombado
Além da pena de prisão, o colegiado determinou a perda dos cargos públicos.
Moraes aponta “omissão deliberada”
Na decisão, o ministro afirmou que as condutas dos oficiais foram marcadas por “omissão deliberada no cumprimento do dever funcional”, o que, segundo ele, torna incompatível a permanência no serviço público. Os militares estão presos desde 11 de março, em unidade conhecida como Papudinha, em Brasília.
PM pediu esclarecimentos sobre execução da decisão
A determinação do STF também gerou dúvidas operacionais dentro da corporação. No ofício enviado ao tribunal, a Polícia Militar afirmou ter compromisso com o cumprimento da decisão, mas solicitou esclarecimentos sobre o regime jurídico aplicável, especialmente porque alguns dos oficiais já estavam na reserva remunerada.
Segundo matéria da Revista Oeste, a situação tem causado apreensão entre integrantes da tropa e familiares dos condenados, principalmente em relação a possíveis impactos sobre aposentadorias e ao entendimento de que a medida pode estabelecer precedentes para casos semelhantes no futuro.
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