top of page

Lula e a repetição dos erros econômicos: apertem os cintos porque o piloto sumiu.

Lula assumiu seu terceiro mandato com uma retórica inflamada de aumento de gastos e com viés desenvolvimentista. Dois anos se passaram - período que Lula chamou de “os anos da semeadura” - e o que se viu e se colheu de concreto foi o aumento da inflação, o aumento dos juros para tentar contê-la, o endividamento explosivo das empresas e cidadãos, a dívida pública crescente e um show de falácias e bravatas contra o Banco Central e os empresários. 


Um governo que começou plantando vento e agora vem colhendo sucessivas tempestades. Quer um exemplo? O juro no cartão de crédito já alcança níveis da era Dilma, segundo monitoramento do próprio Banco Central. Não por coincidência, os gastos públicos estão em nível recorde, a inflação está acima da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional e tudo isso por conta de um governo que é voraz em arrecadar e ainda mais voraz em gastar. A inadimplência de cidadãos e empresas também é recorde e equiparável à era Dilma.


O pior disso tudo é que era uma tragédia antevista ou anunciada. Assim que Lula assumiu, diversos economistas como Samuel Pessoa, Paulo Guedes, Alexandre Schwartsman, Marcos Lisboa e Felipe Salto, dentre outros, argumentaram que a PEC do teto dos gastos - na casa de 150 bilhões - seria como jogar gasolina na fogueira inflacionária. O resultado disso se traduziria em uma escalada de juros para tentar segurar a inflação e que, sem o ímpeto em cortar gastos ou reduzir seu ritmo de crescimento, o governo iria amargar um crescente aumento da dívida pública e poderia flertar até com um cenário de dominância fiscal, no qual, mesmo o Banco Central aumentando os juros, a inflação seria mais persistente e poderia demorar muito mais a voltar para a meta. 


Tudo isso ocorreu e não foi surpresa nenhuma para quem analisa a Economia com seriedade e honestidade intelectual. Lula escolheu conscientemente repetir os mesmos erros de Dilma e, pior, tudo isso com um nível de endividamento público pior do que no governo Dilma e com menor possibilidade de contingenciamento do Orçamento. Lula ousou aumentar os gastos sabendo que teria um orçamento inchado, com pouca margem de manobra, com poucas despesas discricionárias para contingenciar gastos. Isso sem falar que repetiu os mesmos erros na gestão temerária das estatais, com loteamento político de cargos, que logo logo cobrarão um preço alto, com o Tesouro tendo de fazer aportes para refinanciá-las, a exemplo dos Correios e os sucessivos prejuízos bilionários.


Não deixa de ser irônico que, nos dois primeiros anos, quando o Banco Central ainda tinha uma diretoria de maioria indicada pelo governo Bolsonaro, Lula subiu o tom e atacou de forma reiterada e desrespeitosa o excelente quadro técnico, especialmente o Diretor-Presidente, Roberto Campos Neto que, aliás, ganhou três vezes o prêmio de melhor presidente de Bancos Centrais do mundo, por supostamente elevar e segurar os juros da Selic de forma artificial em uma conduta tachada de “lesa-pátria” ao Brasil.  Porém, quando Campos e toda a diretoria do Banco Central indicada por Bolsonaro deram lugar à nova diretoria, de indicação 100% petista, os juros (taxa Selic) continuaram subindo e foram mantidos em alta, por muitos meses, até o momento atual, sem que Lula, Lindbergh Farias ou Gleisi esbravejem com a mesma agressividade contra a instituição. Aliás, não é apenas irônico, mas até sintomático de como o PT age. Eles reforçaram a máxima de “não é O QUE se faz, mas QUEM o faz”, que explica muito o comportamento da esquerda brasileira e a inerente desonestidade intelectual dela. 

 

No fim das contas, o resultado real dessa colheita, para o brasileiro comum, tem sido um previsível “dejà-vu” do governo Dilma: inflação persistentemente alta, crédito mais caro, micro e pequenas empresas estranguladas financeiramente, com aumento nas recuperações judiciais e falências, ritmo de crescimento do emprego em queda, fatores que já sinalizam uma recessão adiante. Em suma: menos dinheiro no bolso do brasileiro e nenhuma melhoria nos nossos já péssimos serviços públicos. 


O desastre anunciado é cada vez mais intenso e até a Consultoria de Orçamentos do Congresso Nacional já alertou que, sem cortes de gastos, e mantido esse ritmo de crescimento dos dispêndios públicos, em 2027 o governo estará sem caixa para efetuar investimentos e executar políticas públicas altamente necessárias. Lula já preparou a bomba que estourará em seu colo, em caso de reeleição, ou para o governo que lhe suceder. Lula, que apenas viaja de lá para cá com Janja e suas comitivas numerosas e caras, está deixando o país à deriva. Apertem os cintos, pois o piloto sumiu!



Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Não é mais possível comentar esta publicação. Contate o proprietário do site para mais informações.
  • Twitter
  • Instagram - White Circle
  • Facebook - Círculo Branco
  • TikTok
  • YouTube - Círculo Branco
  • Pinterest
  • Flickr
  • LinkedIn

Thiago Manzoni é cristão, conservador e atua como Deputado Distrital na Câmara Legislativa do Distrito Federal defendendo a família, a liberdade, o empreendedorismo e a redução de impostos.

 

https://www.cl.df.gov.br/thiago-manzoni

dep.thiagomanzoni@cl.df.gov.br

61 3348-8082

Informe seus dados e acompanhe várias  novidades.

Preenchendo o formulário você concorda em receber mensagens relacionadas a questões políticas e sociais, mandato eletivo e campanha eleitoral do Thiago Manzoni via email, whatsapp e/ou outras plataformas. Para mais informações, veja nossa política de privacidade.
PL_2023##.png

© 2025 Thiago Manzoni. Todos os direitos reservados.

bottom of page