EUA preparam novas sanções ao Brasil após condenação de Bolsonaro
- AnandaMoura
- 15 de set. de 2025
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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta segunda-feira (15/9) que o governo norte-americano deve anunciar, na próxima semana, sanções adicionais contra o Brasil em resposta à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Bolsonaro foi sentenciado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Em entrevista à Fox News, Rubio voltou a criticar o julgamento, alegando parcialidade dos ministros da 1ª Turma, em especial do relator, Alexandre de Moraes.
“Haverá uma resposta dos EUA a isso. Teremos alguns anúncios provavelmente na próxima semana sobre medidas adicionais que pretendemos tomar. Esse julgamento é apenas mais um capítulo de uma campanha de opressão judicial que também tenta atingir empresas e cidadãos americanos”, disse Rubio.
Na última quinta-feira (11/9), logo após a decisão do STF, Rubio já havia classificado Moraes como “violador dos direitos humanos” e chamou a condenação de Bolsonaro de “injusta”.
Críticas ao Judiciário brasileiro
Segundo o chefe da diplomacia norte-americana, o Estado de direito no Brasil estaria “se desintegrando” por causa da atuação de “juízes ativistas”. Ele acusou Moraes de tentar promover ações extraterritoriais contra cidadãos americanos que publicaram conteúdos on-line a partir dos EUA.
O governo Trump acionou a Lei Magnitsky contra o ministro por supostamente autorizar detenções arbitrárias e reprimir a liberdade de expressão. O mecanismo permite punições como bloqueio de bens, cancelamento de vistos e suspensão de contas bancárias ligadas aos EUA.
Além da sanção individual a Moraes, a Casa Branca também aplicou tarifas comerciais extras ao Brasil, alegando ilegalidade no julgamento de Bolsonaro. Atualmente, o país é um dos mais afetados pelo tarifaço do presidente Donald Trump, que impôs sobretaxas de até 50% sobre produtos brasileiros.









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