Estudo projeta que Brasil pode liderar alta da carga tributária mundial até 2050
- Ananda Moura

- 24 de set.
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23/09/2025 Um levantamento inédito do Instituto Esfera de Estudos e Inovação aponta que, até 2050, o Brasil pode registrar o maior aumento da carga tributária no mundo. A projeção indica que os impostos, que hoje representam 34% do PIB, podem chegar a 42,8% nos próximos 25 anos.

O crescimento de 9,8 pontos percentuais supera o de todos os países analisados. O principal fator é o envelhecimento populacional: atualmente, 10% dos brasileiros têm 65 anos ou mais, mas esse grupo pode alcançar 25% da população em 2050, elevando a demanda por gastos com previdência e saúde.
Caso a estimativa se confirme, o Brasil — ainda classificado como país de renda média — terá uma carga tributária comparável à de países como Alemanha e Eslovênia, entrando no grupo dos 15 mais tributados do planeta. O relatório foi coordenado por Fernando Meneguin e elaborado pelo economista Pedro Nery, em parceria com a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).
Segundo Pedro Nery, o desfecho dependerá do ritmo de crescimento econômico: “Se crescermos acima da média histórica, a carga tributária tende a ser menor. Mas, se o crescimento for fraco, como pode ocorrer com o envelhecimento da população, o peso dos impostos pode ser ainda maior.”
Hoje, ao somar a carga efetiva de 34% do PIB com 6% de isenções fiscais, o Brasil já se aproxima de 40%, patamar similar ao de países como Suécia e Noruega.
O estudo classifica o Brasil como uma exceção no cenário global, pois combina alta tributação com um estágio de desenvolvimento intermediário, enquanto precisa lidar com os custos da transição demográfica.









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