Crise no turismo: Audiência pública reúne agências para debater prejuízo bilionário causado pela "Viagens Promo"
- Thiago Manzoni
- 11 de abr. de 2025
- 2 min de leitura
No dia 11 de abril, no Plenário da Câmara Legislativa, realizamos uma audiência pública para debater a crise que atingiu o mercado do turismo. Fui procurado em meu gabinete por representantes do setor, preocupados com os impactos causados pela operadora Viagens Promo, que, desde fevereiro deste ano, passou a atrasar pagamentos a fornecedores e funcionários, culminando no cancelamento de contratos com parceiros.

Diante da gravidade do cenário, nos comprometemos a promover o encontro em parceria com a Associação Brasileira de Agências de Turismo (Abav-DF). Estima-se que mais de 5 mil agências de viagem tenham sido prejudicadas em todo o país. A Viagens Promo era responsável pela intermediação de passagens aéreas e pacotes de hospedagem.
Fiquei impressionado com a presença de representantes de vários estados, o que evidencia a dimensão nacional do problema. Milhões de consumidores foram afetados, e o prejuízo estimado ao setor gira em torno de R$ 1,5 bilhão.

A pauta é urgente. Só no Distrito Federal, cerca de 7 mil empregos são gerados diretamente pelas agências de viagem — um segmento que movimenta a economia, gera oportunidades e precisa ser valorizado. Me solidarizei com os empresários e colaboradores que estão arcando com os prejuízos e os parabenizei pela firmeza ao buscar soluções coletivas.
Durante a audiência, ouvimos também advogados e representantes de diferentes setores que participaram de forma remota. Ressaltei a importância de acionar os órgãos competentes para que investiguem se houve práticas criminosas por parte da operadora. Outro ponto fundamental é a discussão sobre a responsabilidade solidária entre operadoras e agências, uma demanda recorrente do setor.
Diante da urgência, encaminhamos medidas imediatas para amenizar os impactos. Vamos apresentar uma proposta de linha de crédito com juros reduzidos e prazos ampliados para profissionais endividados. Também entraremos em contato com o Ministério do Turismo e com a Embratur para buscar alternativas financeiras junto ao Banco Central e outras instituições bancárias.
Determinamos ainda a negociação com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), para que as operadoras quitem imediatamente os débitos com a rede hoteleira, nas mesmas condições exigidas das companhias aéreas. Além disso, pretendo dialogar com deputados federais para tentar reverter o veto ao projeto de lei que trata da responsabilidade solidária nas relações entre operadoras e agências de viagem.















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